meias Baudelaire: simplesmente inebriantes

Minha primeira meia tricotada dos dedos para cima. Na verdade, é a terceira versão!

Meias Baudelaire

A primeira versão foi tricotada com agulhas número 2,50mm. Conforme progredia, experimentava a meia tranquilamente. Depois que terminei o calcanhar e avancei para a perna comecei a ter dificuldades em vesti-la pois o meu calcanhar não passava pela perna da meia.

A questão é que na altura da perna o painel de folhas da parte frontal é repetido na parte traseira, o que reduz bastante a elasticidade da trama. Além disso, as laterais que dividem os painéis de folhas era composta de uma trança de quatro pontos entre duas faixas de três pontos tricô, o que também não contribui para melhorar a elasticidade.

A designer Cookie A oferece uma alteração para aumentar o dorso da meia fazendo uma manobra na qual a trança de quatro pontos passaria a ser uma trança de oito pontos. Mas eu não consegui fazer essa manobra de maneira alguma…

Meias Baudelaire

Parti para a solução mais rápida: desmanchar apenas a perna e tricotá-la novamente usando agulhas número 2,75mm e agulhas número 3,00mm nos últimos 10 centímetros. A circunferência aumentou o suficiente para que meu calcanhar passasse, com certo esforço. Eu conseguia calçar a meia, mas as tranças laterais da perna praticamente desapareceram, pois a trama ficou extremamente esticada. Decididamente, não estava nem um pouco bonito.

Resolvi alterar os pontos laterais entre os dois painéis de folhas. No lugar de uma trança de quatro pontos entre as faixas de ponto tricô eu tricotei uma barra 2×2 que é bem mais elástica. O toque foi trançar as colunas em meia a cada 4 voltas. O preço dessa solução foi desmanchar a meia até os dedos para refazer as laterais do painel de folhas desde o início e assim garantir uma transição uniforme ao atingir a altura da perna. Também acrescentei 8 pontos para que a volta da perna ficasse com 72 pontos no total e não os 64 previstos para o tamanho médio. Essa solução achei bem mais agradável visualmente:

Meias Baudelaire

O bom de tricotar meias é que são rápidas, não são nem um pouco entediantes e são facilmente transportáveis. Some-se à isso o fato de que o ponto de folhas das meias Baudelaire ser muito fácil de memorizar. Delícia!

Receita: Meias Baudelaire por Cookie A
Obs: acesse a tradução autorizada dessa receita
Fio: Heritage Solids & Quatro Colors da Cascade Yarns na cor Ameixa
Agulha: Jogo de cinco agulhas de pontas duplas número 2,5mm, número 2,75mm e número 3,00mm

Veja esse projeto no Ravelry

This is my first toe-up socks. In fact, it’s the third version!The first version was knit with US 1½ needles. As I progressed, I would try it and it was all right. After finishing the heel, I started the leg and began having problem to try it because my heel wouldn’t pass through the leg of the sock.

The issue is that the at the leg, the frontal panel of leaves is repeated at the back and it reduced it’s elasticity. Besides that, the sides that divide the panel of leaves have a four stitch cable between two bands of three purl stitches, which doesn’t increase the elasticity.

Designer Cookie A offers a modification to increase the gusset by doing a manouver in which the four stitch cable would became an eight stitch cable. But I didn’t managed to do this manouver…

At first I headed to the faster solution: frog only the leg and knit it again using #US 2 needles and #US 3 needles on the last 4 inches of the leg. The circunference increased enough to suit my heel and it passed through the leg, with a little effort. I could try the socks, but I could hardly see the cables at the sides of the leg because the knit was extremely stretched. Definitely, it wasn’t beautiful at all.

I decided to alter the side stitches between the two panels of leaves. Instead of a four stitch cable between the bands of purl stitches I knitted a 2×2 ribbing which have more stretch. I added one small detail by twisting the knit stitches of the ribbing every 4 rounds. The price of this solution it that I had to frog the sock till the toe and redo the sides of the front panel of stitches since the beggining and therefore assuring an uniform transition when reaching the leg. I also added 8 stitches so that the round of the leg would have 72 stitches instead of the 64 stitches expected for the medium size. I found this solution much nicer, visually speaking:

It’s good to knit socks because their fast projects, they’re not boring at all and they’re easily portable. Plus, the pattern of leaves of Baudelaire sock is very ease to memorize. It’s a joy!

Pattern: Baudelaire Socks by Cookie A
Yarn: Heritage Solids & Quatro Colors da Cascade Yarns – colorway Plum
Needles: Set of five double pointed needles US 1½, US 2 and US 2,5

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algum progresso, talvez

Essa semana completa pouco mais de um mês desde que montei os pontos do meu casaco Lauriel. Ele já está bem avançado, falta apenas tricotar a manga direita, pregar os botões e embutir os fios. Mas pode ser que eu desmanche uma parte considerável do corpo, pelos motivos que explicarei em seguida.

Cardigan Lauriel

Uma questão é o comprimento do casaco, bem mais longo do que eu imaginava. No início achei legal mas agora quero deixá-lo pelo menos uns 10 centímetros mais curto. Do jeito que está, não tem jeito de usar o casaco com todos os botões fechados. Como é um casaco mais justo, deveria ter trabalhado alguns aumentos para acomodar o quadril.

Cardigan Lauriel

Outro bom motivo aparece na fotografia acima. Veja que a barra do casaco possui várias sequências de dois pontos meias torcidos. Agora acompanhe essa sequência e você encontrará uma sequência intrusa com três meias torcidos. Falei para mim mesma que esse errinho seria a prova de que fui eu mesma quem tricotou o casaco… mas ainda não me convenci!

Cardigan Lauriel

Fico hesitando, mas aquela voz interior não se cansa de dizer que desmanchar é a coisa certa a fazer. Meu marido também concorda com essa voz, ele diz que agora é a hora, que mais tarde vou me arrepender. Eu vou continuar ignorando ambas as vozes até que a manga direita esteja pronta. Então vou experimentar o casaco, ver no espelho como ele fica com as duas mangas e vou desmanchar.

Vou desmanchar as duas barras dos botões e depois vou desmanchar uns 20 centímetros do corpo do casaco. Em seguida vou me sentar feliz da vida e tricotar tudo novamente, agradecida por ter tido a chance de refazer da maneira certa.
É assim que eu sou!

Receita: Lauriel do livro Little Red In The City de Ysolda
Fio: Cisne Merino, cor 4025
Agulhas: circular Addi Lace número 3,0mm de 100 cm de comprimento

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o que poderia sair errado?

Depois de tricotar as amostras, finalmente montei os pontos do cardigã Lauriel. Feliz, tricotei em todos os momentos possíveis. Ultimamente, tenho tricotado após minha corrida noturna no clube. Ritual gratificante: termino minha corrida, faço algum abdominal, muito alongamento, depois uma ducha deliciosa e vou para o restaurante para esperar meu marido. É nessa hora que consigo tricotar pouco mais de uma hora sem intervalos.

Rapidamente concluí a gola do cardigã e, de pouco em pouco, terminei os aumentos que formam as mangas. Pronta para tricotar o corpo, deveria então colocar os pontos das mangas em espera transferindo-os para um fio descartável.

Lauriel

Não estava nem um pouco preocupada afinal eu tinha a) lido a receita várias vezes, b) confirmado que tinha em estoque a quantidade de fio necessária para tricotar todo o cardigã, e c) trabalhado as amostras para escolher a agulha correta. Tudo como manda o figurino. O que poderia dar errado?

Antes de transferir os pontos das mangas aproveitei para contá-los. Para minha surpresa a conta não conferiu. Contei de novo. E contei mais uma vez. Não tinha jeito, uma manga tinha 5 pontos a mais que a outra. Cinco! Será que o excesso de empolgação fez com que eu me esquecesse de contar os aumentos à medida em que avançava as carreiras?

Lauriel

Nesses casos só tem uma coisa a ser feita: desmanchei várias e várias carreiras quase chegando ao início dos aumentos das mangas. Agora, após várias corridas no clube, alcancei o ponto onde havia parado e as mangas estão idênticas.

É a primeira vez que tricoto um casaco sem costuras com modelagem tradicional dos casacos costurados. Como podemos ver nessa fotografia, esse cardigã não tem pala circular. Suas mangas tampouco são raglãs. São mangas encaixadas tradicionais iniciadas a partir da gola e sua modelagem é embutida em cada carreira. Na fotografia abaixo, podemos ver a página do livro Little Red In The City mostrando o esquema geral do Lauriel com a modelagem das mangas:

Lauriel

Para terminar, gostaria de parafraser Coração Tranquilo de Walter Franco: tudo é uma questão de manter a mente contado, as mãos tricotando e o coração tranquilo!

Receita: Lauriel do livro Little Red In The City de Ysolda
Fio: Cisne Merino, cor 4025
Agulhas: circular Addi Lace número 3,0mm de 100 cm de comprimento

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After knitting the swatches, I finally casted on the stitches of Lauriel cardigan. I felt extremely happy and I knitted at every time it was possible. Lately, I’ve been knitting after my night runs at the club. It was a gratifying ritual: I finished running, worked some abs, stretched a lot, then I went to take a good shower and afterwards I went to the restaurant to wait for my husband. That’s when I could knit more than one hour without interruption.

I finished the collar very quickly and, bit by bit, I finished the increases that shape the sleeves. When everything was ready for the beginning of the body, I should put the sleeve stitches on hold on a waste yarn.

I wasn’t worried at all, because a) I had read the pattern several times, b) I made sure I had the quantity of yarn that was needed to knit the entire cardigan, and c) I had knit the swatches to pick up the right needle. I did everything expected from a “serious” knitter. What could go wrong?

Before putting the stitches on hold I took the time to count them. Surprisingly the count didn’t match. I counted them again. And I counted one more time. It was worthless, one sleeve had 5 stitches more than the other one. Five! The excess of enthusiasm had made me forget to count the increases as I knitted the rows?

There was only one thing to do: I frogged several rows back to the beginning of the increases for the sleeves. Now, after lots of runnings at the club, I reached the point I was before and the sleeves are identicle.

This is the first time I knit a seamless cardigan with sleeves that have the tradicional shape of set-in sleeves. As we can see in this photograph, this cardigan doesn’t have a circular yoke. It’s sleeves aren’t raglan sleeves, also. Those are tradicional sleeves started from the collar down and it’s shape is worked on each row. In the photograph below, we can see the page of the book Little Red In The City that shows the overall schema of the Lauriel cardigan with the shape of the sleeves.

Before I finish, I’d like to paraphrase Walter Franco‘s Coração Tranquilo: it’s only a matter of keeping the mind counting, the hands knitting and the heart calm!

Pattern: Lauriel from the book Little Red In The City by Ysolda
Yarn: Cisne Merino, color 4025
Needles: 40 inch circular Addi Lace US #6

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casaco Flora

Este casaco foi tricotado com todo carinho e cuidado para a pequena Enanda, que completa 2 anos de vida. Perguntei à sua mamãe que cor ela gostaria que fosse o casaco que iria tricotar para sua filhota. Vermelho.

Cardiga Flora

Eventualmente pedi que ela escolhesse o modelo do casaco também, já que não conseguia me decidir. Ela escolheu justamente a receita que eu mais queria tricotar: o cardigã Flora, uma receita tão linda para uma garotinha!

Cardiga Flora

O fio Cisne Cetim foi uma grata surpresa. Comprei pela internet, sem nunca tê-lo tocado antes. Extremamente macio, é muito gostoso de tricotar. Usei exatos dois novelos para tricotar a gola, corpo e mangas do casaco. Para tricotar os bolsos usei muito pouco de um terceiro novelo.

Algo de novo que aprendi nesse projeto foi como costurar os bolsos. Basicamente usei as figuras 77 e 78 desse tutorial como orientação. Refiz a costura diversas vezes até que ficasse perfeito!

Cardiga Flora

Fiz uma modificação: como é tricotado de cima para baixo, iniciei o cardigã pela gola, para não ter de levantar esses pontos mais tarde. Depois de terminada a gola, montei 3 pontos de cada lado do casaco para trabalhar o corpo.

Cardiga Flora

A designer Kate Blackburn foi muito gentil ao permitir que eu publicasse a tradução do cardigã Flora para português. Thank you again, Kate!

Receita: Flora por Kate Blackburn
Fio: Fio Cisne Cetim, cor 298
Agulha: KnitPro circular núm. 5.5 mm de 100 cm de comprimento

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This cardigan was knit with love and care for little Enanda who turns two. I asked her mommy which color she would like me to knit her daughter’s sweater. Red.Eventually I asked her to choose the pattern too, cause I couldn’t decide on it. She picked up the pattern I wanted to knit the most, Flora, such a beautiful pattern for a little girl!

Cisne Cetim yarn was such a great surprise. I bought it via internet, without having touched it ever. Extremally soft, it’s a pleasure to knit. I used exactly two skeins to make the collar, the body and the sleeves of the cardigan. I knitted the pockets using just a little bit from a third skein.

Something new I learned from this project was how to sew the pockets on. Basically I used figures 77 e 78 from this tutorial as a guide. I sew it several times until it was perfect!

I did one modification: as it’s knitted top down, I cast on the collar first, to avoid picking up this stitches later. After the collar was finished, I cast on 3 stitches at each side of the cardigan to work the body.

Designer Kate Blackburn was kind enough for allowing me to publish the translation of Flora cardigan into portuguese. Thank you again, Kate!

Pattern: Flora by Kate Blackburn
Yarn: Cisne Cetim yarn, color 298
Needles: circular KnitPro #US 9, 32 inches long

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receita traduzida – Cardigã Flora

Atualmente tenho muitas peças de bebês nas agulhas e uma delas é uma receita adorável!

O cardigã Flora é bem feminino, com gola e punhos em ponto arroz e bolsos com motivos de folha e flor. Só necessita de costuras para aplicar os bolsos ao casaco, já que ele é tricotado inteiramente sem costuras.

A designer Kate Blackburn foi muito gentil ao me autorizar a publicar a tradução do cardigã Flora para o português. Thank you, Kate!