bela ave de Gamayun

Ah, como não se apaixonar por essas rendas? Esse xale é um presente para a deslumbrante Janete, minha cunhada, que está toda radiante usando a peça na fotografia abaixo.
Tricô em Prosa - Xale Gamayun Bird

A vontade de tricotar esse xale foi a força motriz para terminar aquele infindável casaco.

Fazia tanto tempo que eu não tricotava renda, que acho até que havia desaprendido! Tricotar renda não é difícil, mas exige um pouquinho de concentração para não se perder na sequência de pontos que devem ser executados. Aliás, exige concentração e muuuitos marcadores de pontos!

Tricô em Prosa - Xale Gamayun Bird

O xale é tricotado de baixo para cima. Usando agulhas número 7mm, montei frouxamente os vários pontos do barrado desse xale no final de abril e comecei a tricotar o “Gráfico 1 – Barrado” usando agulha número 3,50mm.

Esse gráfico é tão longo que ele foi dividido em três páginas: parte direita, central e parte esquerda. Com tantos pontos assim, nem precisa dizer que contar pontos nessa fase é mais que essencial. E ainda acrescentei o ritual de contar a quantidade de pontos de cada linha e deixar anotado em cada página do gráfico (parte direita, central e esquerda).

Tricô em Prosa - Xale Gamayun Bird

Tanto contar pontos, de maneira até obsessiva, não me impediu de cometer vários erros. Uma distração, menor que fosse, e o erro escapulia! Passei a contar os pontos das repetições abrindo-os bem, para identificar as laçadas dos demais pontos, porque cismei que não estava ‘enxergando’ as laçadas direito.

Fiquei assustada com o fato de que, mesmo tendo tanto cuidado, alguns erros não puderam ser evitados. O importante é que cada um dos erros que cometi foi corrigido.

Tricô em Prosa - Xale Gamayun Bird

Fiz algumas anotações enquanto tecia os demais gráficos da receita:

  • Ao terminar o “Gráfico 1 – Barrado” e iniciar a primeira linha do Gráfico 2 (a linha 33), os marcadores de pontos se deslocam um ponto à direita de onde estão.
  • Ao tricotar a primeira linha do Gráfico 3, o primeiro e o último marcador serão removidos. Os demais marcadores permanecem no mesmo local.
  • Não fiz nenhuma anotação para o Gráfico 4, com certeza me esqueci.
  • Apenas na linha 119 do Gráfico 5 todos os marcadores movem um ponto para a direita até alcançar a ponto central e um ponto para a esquerda depois dele.

Tricô em Prosa - Xale Gamayun Bird

Acabamento
Para o arremate com agulha de crochê, fiz seis correntinhas no lugar de cinco.

Na fotografia abaixo podemos ver o xale assim que sai das agulhas (à esquerda) e depois que foi deixado de molho, lavado e esticado com alfinetes. Não parece mágica?
Tricô em Prosa - Xale Gamayun Bird

O xale pesa 135 gramas, ou seja, consumiu aproximadamente 610 metros de fio.

A verdade é que eu estava com saudade de tricotar renda e amei tricotar essa receita! E olha só que inspiração é essa versão tecida com fio branco! Suspiros…

Tricô em Prosa - Xale Gamayun Bird

Receita: Gamayun Bird de Natalia Sha
*veja como baixar a tradução para o português diretamente do Ravelry
Composição: 100% algodão
Fio: Fios Pingouin Tropfil na cor 5513 – Ravenna
Agulha: circular número 3,5mm

Veja esse xale no Ravelry

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receita traduzida – Xale Gamayun Bird

É uma alegria oferecer a tradução de uma bela receita de xale, o Gamayun Bird, uma das muitas criações de Natalia Sha.

blog Tricô em Prosa - Xale Gamayun Bird

A ave profética de Gamayun faz parte do folclore eslavo. Símbolo de sabedoria e  conhecimento, normalmente é retratada como uma grande ave com cabeça de mulher.

Instruções para baixar o arquivo PDF
a) Acessar o link da receita em https://www.ravelry.com/patterns/library/gamayun-bird.

b) Na página que se abre, procurar pelo quadradinho abaixo na coluna à direita e clicar no link “download”. Outra opção é clicar no link mostrado nessa figura.
blog Trico em Prosa - Receita traduzida - Xale Gamayun Bird

c) Procurar pelo arquivo PDF da versão em português e clicar no botão “download PDF”:
blog Trico em Prosa - Receita traduzida - Xale Gamayun Bird

Feliz tricô!

da cor do chocolate

A ideia era tricotar um casaco leve, de algodão, para me proteger do friozinho do ar-condicionado. E a cada dia e noite mais frios, crescia a vontade de tecer tal casaco. Encontrei a receita ideal, um modelo clássico do qual eu nunca me cansaria de usar.

blog Tricô em Prosa - da cor do chocolate - Cardigã Amiga

Ao estudar a receita pude identificar alguns “pontos de interesse”:
1) O fio que eu ia usar era mais fino que o indicado na receita;
2) A ideia de levantar pontos ao longo da borda para tricotar a gola da peça não me agradava. Eu queria tricotar a gola enquanto tecia a peça;
3) Queria um ponto diferente na gola;

Bem, este é o relato de como adaptei a receita para tricotar com uma amostra diferente.

Antes de mais nada, teci um quadrado de amostra no ponto jérsei (meia no direito, tricô no avesso) que lavei e deixei secar sem esticar com alfinetes porque é assim que vou lavar e secar o cardigã depois de pronto.

Amostra da receita em ponto jérsei:
17 pontos medem 10 cm, ou seja, 1 ponto mede 0,588 cm

Minha amostra em ponto jérsei:
23 pontos e 38 carreiras correspondem à um quadrado de 10 cm, ou seja, um quadrado de 1 cm tem 2,3 pontos e 3,8 carreiras.

Segundo a receita original, para tecer o tamanho médio eu deveria montar 44 pontos. Ao converter para centímetros temos: 44 pontos * 0,588 cm = 26 cm. Para obter 26 cm com a minha própria amostra, eu preciso montar 60 pontos, já que 26 cm * 2,3 pontos são 59,8 pontos, o que arredondei para 60 pontos.

Gola
Meados de agosto de 2017, escolhi o ponto da gola .Pelos meus cálculos, a gola da receita original mede aproximadamente 13 centímetros de largura. Tive de alterar o ponto que escolhi para que ficasse um pouco mais largo que o original. Ao aumentar a quantidade de pontos da repetição de 13 para 14, consequentemente a quantidade de carreiras passou de 20 para 24.
blog Tricô em Prosa - da cor do chocolate - ponto da gola do Cardigã Amiga

Os quadrados com X no gráfico acima delimitam a seção de cordões de tricô na extremidade da gola. Eu providenciei dois gráficos, um para a faixa esquerda e outro para a faixa direita, com os cordões de tricô em lados opostos.

Para não levantar os pontos da gola depois de terminar a peça, eu segui a sugestão dessa tricoteira. Ela usou a montagem provisória para tecer a gola em ambas as direções. Na fotografia abaixo podemos ver o fio provisório “ancorando” os pontos do início da montagem.

Fiz o seguinte: montei os 30 pontos usando montagem provisória e trabalhei 57 carreiras da gola, sempre passando o primeiro ponto sem fazer. Não trabalhei os pontos do avesso na última carreira. Ao terminar, havia 28 pontos passados sem fazer na lateral da faixa. Transferi os pontos para uma agulha circular qualquer porque eu iria retomar esses pontos mais tarde. Cortei o fio deixando uma ponta de uns 20 cm. Removi o fio provisório que ancorava os pontos do início da montagem e trabalhei outras 57 carreiras na direção oposta, desta vez começando pela linha 13 do gráfico da gola para alinhar o desenho.

Assim, eu obtive uma faixa da gola com pontos vivos em ambas as extremidades, como mostra a fotografia abaixo. Essa fotografia foi tirada antes de levantar os pontos e posicionar os marcadores para iniciar a pala do suéter.

Virei a peça para trabalhar a carreira 58 do ponto da gola, que corresponde ao lado avesso, trabalhado em ponto tricô. Da mesma maneira que se inicia os pontos de um xale, trabalhei os primeiros 28 pontos do gráfico da gola, coloquei um marcador, 2t, coloquei um marcador, sem virar o trabalho, levantei 9 pontos na lateral da faixa (um ponto levantado em cada ponto passado sem fazer), coloquei um marcador, levantei mais 38 pontos, coloquei um marcador, levantei 9 pontos, coloquei um marcador, 2t, coloquei um marcador, e continuei tricotando os demais 28 pontos da segunda extremidade da gola.

Na agulha tenho: 28 pontos da gola + 60 pontos que deveria montar para o cardigã + 28 pontos da gola. Detalhando um pouco mais: são 28 pontos da gola direita, 2 pontos da frente direita do cardigã, 9 pontos da manga direita, 38 pontos das costas, 9 pontos da manga esquerda, 2 pontos da frente esquerda mais os 28 pontos da gola esquerda.

blog Tricô em Prosa - da cor do chocolate - Cardigã Amiga

Pala
A receita original pede que os aumentos das mangas raglãs sejam trabalhados até que haja 252 pontos na agulha, ou 252 * 0,588 = 148 cm. Para obter essa medida com a minha amostra, devo trabalhar os aumentos até que existam 340 pontos (148 cm * 2,3 = 340 pontos), isso sem contar os pontos da gola.

Em meados de setembro de 2017, quando terminei a pala, imediatamente comecei a trabalhar as mangas. Resolvi deixar o corpo do casaco para o final.

Mangas
Eu deveria trabalhar as diminuições da manga de maneira que, ao concluir, a circunferência da barra medisse 25 cm. Convertendo centímetros para pontos temos que 25 cm * 2,3 pontos = 57,5 pontos, que arredondei para 57 pontos.

As mangas têm altura de 37 cm, ou seja, 37 cm * 3,8 carreiras = 140,6 carreiras.

Cada manga inicia com 85 pontos, que devem ser diminuídos para 57 pontos. Ou seja, são 28 pontos diminuídos ao longo de 140 carreiras. Em cada volta de diminuição, duas diminuições são trabalhadas, então esses 28 pontos serão diminuídos em 14 voltas de diminuição.

Trabalhei cinco voltas em meia antes de iniciar as diminuições para a manga da seguinte maneira: * uma volta de diminuição, nove voltas em meia; repetir a partir de * até obter 59 pontos nas agulhas.

blog Tricô em Prosa - da cor do chocolate - Cardigã Amiga

Finalizei as mangas fazendo oito voltas em cordões de tricô e arrematei usando o método de arremate costurado da Elizabeth Zimmermann.

Corpo
Depois que terminei as duas mangas, retomei os pontos do casaco para terminar o corpo. Trabalhei duas pences laterais nas costas para acinturar. As diminuições iniciaram abaixo da altura do busto e prosseguiram por 24 carreiras. Já na altura do quadril, eu comecei a trabalhar os aumentos também por 24 carreiras.

blog Tricô em Prosa - da cor do chocolate - Cardigã Amiga

Quando alcancei a altura desejada para o corpo do casaco, havia muitos pontos para arrematar, então escolhi fazer o Arremate Surpreendentemente Elástico de Jenny porque não precisa cortar o fio deixando uma ponta imensa. Eram tantos pontos na barra do casaco que demorei mais de três horas para concluir o arremate.

Acabamento
Com muito trabalho, inclusive nos fins de semana, mal encontrei tempo para embutir os muitos fios que restaram na peça. Tentei fazê-lo várias noites enquanto “ouvia” o noticiário na tevê, algo que faço sempre. Mas a cor da peça e a iluminação artificial tornaram impossível ver com clareza o desenho da trama e eu não conseguia decidir por onde passar a agulha. Frustrante.

blog Tricô em Prosa - da cor do chocolate - Cardigã Amiga

Na primeira oportunidade que se apresentou, semanas mais tarde, passei toda uma tarde de domingo sob a notável iluminação natural de uma janela e embutir os fios foi um trabalho fácil e até mesmo prazeroso. Ufa! Foram oito meses tricotando essa peça.

Outra coisa: quando teci meus primeiros casaquinhos de bebê, notei uma diferença na tensão dos pontos das mangas em relação aos pontos do restante do casaco que era tricotado frente e verso, virando o trabalho no fim da carreira. Os pontos das mangas, trabalhados circularmente, sempre ficam visivelmente mais fechados que os pontos das costas, por exemplo. Para que isso não acontecesse nesse suéter, trabalhei todas as carreiras do lado direito com agulha número 3,50 mm e todas as carreiras do avesso com agulha número 3,00 mm, quando o trabalho não era circular.

Agora, casaco lavado e cheiroso, quando o visto, o sentimento é de alegria, satisfação e que conforto!

Receita: Amiga de Mags Kandis
Composição: 100% algodão
Fio: Círculo Anne 500 – cor 7382
Agulha: circular número 3,50 mm e 3,00 mm

Veja esse cardigã no Ravelry

hora de celebrar

Eu tinha duas semanas para tricotar, lavar e modelar um xale que iria presentear para a minha sogra, a Anésia! Ela é admirável – autêntica, destemida, não só cuidou de sua família como sempre ajudou quem precisasse. Eu escolhi um fio vermelho para demonstrar toda sua força e energia.

Escolhida a receita, fiz uma pesquisa no Ravelry para ler as opiniões das pessoas que já tricotaram esse xale e aproveitei para anotar todas as modificações que achei interessantes.

blog Tricô em Prosa - hora de celebrar - Xale Annis

O xale é tricotado de baixo para cima, ou seja, montamos os pontos do barrado e trabalhamos o corpo por último. Devemos montar 363 pontos bem frouxos. Escolhi a montagem de crochê alternada com correntinha, como ensina esse vídeo,. Usando agulha de crochê 3,5mm e agulha de tricô número 4mm para montar os pontos. Mas, para trabalhar o gráfico do barrado, troquei a agulha de tricô por uma de número 3,5mm.

Coloquei contas de vidro em todas as diminuições do gráfico. As contas são colocadas antes de trabalhar a diminuição, assim:

  • Para mate simples ou ssk, colocar a conta no primeiro ponto da agulha esquerda
  • Para 2pjm e mate duplo centralizado, colocar a conta no segundo ponto da agulha esquerda

Eu deveria ter usado 539 contas de vidro, mas esqueci de colocar uma conta na terceira linha do gráfico! Só percebi depois que o xale estava terminado, lavado e modelado.

blog Tricô em Prosa - hora de celebrar - Xale Annis

Para fazer os nupps, usei agulha de crochê número 3,5mm.

Ao trabalhar as linhas do lado direito do gráfico temos várias interrupções para colocar contas de vidro e também para fazer os nupps. Cronometrei o tempo que levava para concluir cada linha. Levei em média 1h15m para trabalhar as linhas do lado direito tranquilamente, sem me apressar. Para trabalhar as linhas do lado avesso eu levei em média 15 minutos. Foram aproximadamente 14h20m para concluir o barrado.

Quando a modelagem de carreiras encurtadas inicia, fica mais rápido trabalhar o xale. Modifiquei essa etapa de acordo com as anotações desse xale no Ravelry, que são:

  • No lugar de SSK, fazer 2pjm
  • No lugar de 2pjt, passar 1 ponto em meia, passar próximo ponto em meia, 2pjt pelo fio de trás

blog Tricô em Prosa - hora de celebrar - Xale Annis

Na hora de arrematar, trabalhei a borda superior com uma carreira de passa-fita permeada de contas de vidro, desse modo:

  1. (avesso) Passar 1 ponto em tricô, meia até últimos dois pontos, 2pjm (183 pts)
  2. (direito) Passar 1 ponto em tricô, repetir [laçada, 2pjm com uma conta]
  3. (avesso): Passar 1 ponto em tricô, ponto meia até o fim da carreira
  4. (direito): Arrematar repetindo [2pjt, voltar ponto para agulha esquerda]

Eu levei 6h10m para concluir a modelagem com carreiras encurtadas e arrematar. Foram, ao todo, 20h30m para concluir o xale.

blog Tricô em Prosa - hora de celebrar - Xale Annis

Depois de lavado e modelado com alfinetes, o xale mediu 23 centímetros de altura e 89 centímetros de envergadura. Consumiu aproximadamente 50 gramas de fio.

É uma receita ótima de tricotar! Melhor ainda, temos a tradução autorizada para o português graças à querida Grace Karen do blog As Tramas de Milady.

Com certeza vou tricotar outro Annis no futuro!

Receita: Xale Annis de Susanna IC
Fio: Pingouin Tropfil – cor número 317 soviet
Composição: 100% algodão
Agulha: circular número 3,5mm com 1 metro de comprimento

Veja esse xale no Ravelry

peixe vivo!

Faz anos que traduzi a receita do Gorro Peixe [Morto ou Vivo?] e enviei para a designer que publicou a tradução nesse site. Não tinha tricotado ainda, até que no fim de fevereiro bateu uma vontade incontrolável de tricotar um gorro bem divertido para a fofuríssima Maria Luz.

tricô em prosa - Gorro Peixe [Morto ou Vivo?]

Primeiro fiz uma triagem nos restos de fio que tenho. Eu tento guardar os restos com base na similaridade dos fios. Daí que tenho uma sacola com restos de fios de meias, outra com restos de fios de algodão e assim por diante. Escolhi tecer com restos do fio Noblesse da Pingouin, que infelizmente foi descontinuado. Juntei os restos, vi quanto eu tinha de cada cor e como eu trabalharia as listras.

É muito legal dar forma à boca usando carreiras encurtadas (uso esse método).

tricô em prosa - Gorro Peixe [Morto ou Vivo?]

Fiz uma confusão ao medir as listras para trabalhar as diminuições que dão forma ao gorro. No final ele ficou muito longo. Desmanchei até a metade e prestei mais atenção ao tecer pela segunda vez.

Trabalhei as barbatanas sem maiores problemas, mas tive de olhar as fotografias da receita original para entender como costurar a cauda do peixe. Depois que a costura estava feita, achei que a cauda ficou muito fofa!

Acho que fiquei uns dois dias embutindo pontas. Mais ou menos umas seis horas.

A única modificação que fiz foi não usar olhos de feltro. Para fazer os olhos, eu usei outra receita de peixe. E ainda assim, fiz uma pequena modificação porque eu não bordei os olhos com linha preta. Em vez disso eu tricotei com fio branco e mudei para um fio preto faltando duas voltas para terminar.

tricô em prosa - Gorro Peixe [Morto ou Vivo?]

Gostei muito desses olhos, deram um toque bem engraçado, do jeito que queria.

Enfim, é uma receita muito divertida e com certeza vou tricotar de novo!

ReceitaGorro Peixe [Morto ou Vivo?] de Thelma Egberts com
olhos da receita Flappy Flounder de cheezombie
Fio: Pingouin Noblesse em diversas cores
Composição: 30% lã, 70% acrílico
Agulhas: circular número 3,5mm de 100 cm de comprimento

Veja esse gorro no Ravelry