especial para o meu irmão

Não é por que ele é meu irmão, mas o Fred é gente finíssima. Sabe aquele cara legal, bem-humorado, sempre pronto para ajudar, e ainda por cima casou-se com uma moça excepcional – eles formam um casal admirável.

Alguns anos atrás meu irmão pediu que eu tricotasse um gorro do Corínthians para ele. Primeiro pensei em tricotar o escudo do time em jacquard. Ao analisar o escudo do Timão vi que os pequenos detalhes, em especial os dizeres e a bandeira do estado de São Paulo, não ficariam bem representados em um jacquard de tamanho pequeno.

tricô em prosa - gorro rhombix

Minha segunda ideia foi tricotar um gorro preto com algumas listras vermelhas e brancas e depois aplicar um bordado do escudo. Comprei dois escudos muito bem acabados, feitos de um plástico macio e de tamanho pequeno. Ótimo, pensei, agora é só tricotar um gorro e deixar um espaço para aplicar o escudo. Por mais que procurasse receitas nas quais eu pudesse incorporar a logo, nenhuma me agradou.

A essa altura eu estava me sentindo frustrada. Dois anos querendo tricotar algo simples, um gorro do Corínthians, mas nada me dava aquela vontade de tricotar. E eu queria muito tricotar um gorro para o Fred… Quer saber, dane-se! Vou criar uma receita de gorro especialmente para o meu irmão e sem escudo algum!

tricô em prosa - gorro rhombix

Escolhi um ponto de tricô e comecei a tricotar uma amostra em meados de julho desse ano. Lavei, medi a amostra, fiz algumas contas básicas e (finalmente!) pude montar os pontos do gorro do Fred.

Tricotar o gorro foi muito gostoso! E quando experimentei, gostei tanto que fiquei muito tentada a não entregar o gorro para o meu irmão. Queria o gorro para mim! Problema resolvido facilmente: tricotei vários gorros em sequência.

tricô em prosa - gorro rhombix

O ponto do gorro é composto de colunas de pontos torcidos que são trançados formando losangos. Como é fácil de memorizar, torna-se meio viciante ver os losangos tomando forma enquanto tricotamos. É uma peça que se tricota muito rápido, principalmente quando sabemos trançar sem agulha auxiliar.

O fio Paris é uma delícia de tricotar e de usar, mas dos quatro novelos que comprei, dois estavam partidos ao meio unidos por um nó. Nada legal.

Outra coisa estranha que notei é que os novelos de cor preta e vermelha são extremamente macios e deliciosos ao tato. Já o de cor branca é áspero, nem parece que tem algodão em sua composição. Ainda não sei o que vou fazer com o gorro de cor branca.

É muito importante molhar o gorro depois de pronto. As tranças ficam bem mais definidas, muito mais bonitas e a tensão da trama fica homogênea. Sempre aproveito a ocasião para lavar a peça deixando-a molho em água com um pouco de sabão líquido próprio para lavar roupas. Enxaguo várias vezes e aperto a peça numa toalha limpa para remover o excesso de água antes de colocá-lo para secar.

Gosto de usar um balão, desses de festas, para secar o gorro por inteiro. Antes de começar a encher o balão, passo-o rapidamente em água corrente para tirar qualquer resíduo que possa vir na embalagem.

Outro #gorro na caneca! #knitting #tricô #tricot

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Não se deve encher o balão todo de uma só vez e depois passar o gorro por cima porque isso pode esticar excessivamente a barra do gorro e fazê-la deformar. É melhor encher o balão só um pouco, colocá-lo dentro do gorro úmido e continuar enchendo até que ele se ajuste ao gorro. Em geral, o gorro preenche dois terços do balão. Coloco o balão em uma caneca e assim o gorro seca por igual. E depois de seco, eu furo o balão.

A receita do gorro foi disponibilizada em português e em inglês. Até agora tricotei quatro gorros mas tenho certeza que muitos outros ainda virão!

Receita: Gorro Rhombix, criação de Valéria Garcia
Fio: Círculo Paris nas cores 630 (preto), 636 (vermelho) e 631 (branco)
Composição: 55% acrílico, 45% algodão
Agulhas: circular número 3,00 e 3,50mm de 1 metro de comprimento

Veja esse gorro no Ravelry

uma salopete

No início desse ano, minha irmã me enviou uma fotografia de sua cunhada, ainda bebê e toda sorridente, sentada em um balanço e vestindo uma salopete de crochê azul claro.

Não foi nenhuma surpresa quando minha irmã me perguntou se eu conseguiria fazer uma releitura da peça em tricô. Ela queria presentear a filha de sua cunhada, a pequena Valentina, com uma peça igual à que sua mamãe usou quando era bebê.

tricô em prosa - uma salopete - frente da salopete

Das inúmeras qualidades de minha irmã, sempre me tocou o quanto ela é atenciosa com as pessoas, o quanto valoriza suas histórias.

Aceitei o desafio com um sentimento de alegria por poder contribuir, e confesso, um pouquinho de temor pelo tamanho da responsabilidade.

croqui, medidas e amostra

Bem, era janeiro e eu teria muito tempo pela frente!

Nos primeiros meses eu apenas procurava pontos para o barrado da saia e separava alguns deles usando o Pinterest.

Também desenhei vários croquis. Nos primeiros, a parte superior parecia mais com uma jardineira tradicional, com as tiras sobre ombros unidas ao peito com um botão. Um dia eu reparei que a peça na fotografia não tinha botão nenhum e refiz tudo.

tricô em prosa - croqui da salopete medidas em centímetrosO desenho final ficou com a parte superior composta de dois trapézios, um frontal e um posterior, que são unidos na altura do pescoço e na cintura. A peça é fechada na parte superior das costas com um botão. Da cintura para baixo, uma saia.

Obtive as medidas da peça medindo uma camiseta de tamanho um ano que comprei com o único intuito de usá-la como “molde”, uma dica preciosa da generosa Beatriz Medina.

Usando a camiseta como base eu decidi as medidas do comprimento da tira da gola, da circunferência do busto e das alturas do peito e da saia. A circunferência do busto seria de 45 a 47 centímetros. A altura do trapézio superior seria de 14 centímetros, sem contar a tira da gola. A saia teria 20 centímetros de altura.

hora de tricotar uma amostra

Eu escolhi esse ponto porque achei que ficaria muito bem no barrado da saia e porque ele tem uma parte em barra 1×2 (1 meia pelo fio de trás, 2 tricô) que eu poderia usar no corpo da peça, criando uma transição harmoniosa para o barrado.

No fim de julho eu comprei o fio e teci uma amostra com meu ponto favorito. Nessa amostra, boa parte foi tecida em barra 1×2 e depois finalizada com o ponto rendado. Ela foi tecida sempre pelo lado direito, com longos fios frouxos correndo pelo lado avesso.


No dia seguinte eu lavei e coloquei a amostra para secar.

tricô em prosa - croqui da salopete com medidas em carreiras e pontosMedi somente depois de confirmar que ela estava completamente seca.

Havia 13 pontos em 5 centímetros e 18 carreiras em 5 centímetros na parte da barra 1×2.

Já o motivo do ponto rendado media 7 centímetros de largura por 8,5 centímetros de altura.

Agora sim, eu poderia converter as medidas das larguras em quantidade de pontos e as medidas das alturas em quantidades de carreiras. Também poderia calcular a frequência em que os aumentos deveriam ser trabalhados, tanto para dar forma aos trapézios quanto à saia.

início da peça

A salopete é tricotada de cima para baixo, ou seja, ela começa com a tira em torno do pescoço e segue em direção à saia.

Montei 91 pontos usando a antiga montagem norueguesa, que é mais elástica, usando agulhas número 2,75 mm. Trabalhei sete carreiras ida e volta em cordões de tricô, tomando o cuidado de fazer uma casa de botão na quarta carreira.

Na oitava carreira eu troquei a agulha por outra de númeração 3,00 mm. Trabalhei os quinze pontos iniciais da parte direita das costas, arrematei quatorze pontos, trabalhei os 31 pontos da parte frontal, arrematei quatorze pontos e trabalhei os quinze pontos iniciais da parte esquerda das costas.

tricô em prosa - detalhe das costas da salopeteA parte mais complicada foi, sem dúvida, tricotar o início das duas metades (direita e esquerda) das costas. Cada uma é tecida individualmente, virando o trabalho no final da carreira. Ambas metades são tecidas até a carreira 19. Na carreira número vinte, a segunda metade é unida à primeira sobrepondo os cinco pontos centrais.

Com a ajuda de uma terceira agulha de ponta dupla eu juntei, aos pares, os cinco pontos centrais (em cordões de tricô) para que fossem trabalhados juntos em meia. Assim, sem nenhum costura, as duas metades das costas foram unidas.

tricô em prosa - costas da salopete ainda em andamento

A partir daí continuei tricotando o trapézio das costas da mesma maneira que o trapézio da frente da salopete, realizando aumentos em cada lateral a cada seis carreiras até haver 47 pontos na agulha.

Para iniciar a saia eu trabalhei os 47 pontos do trapézio frontal, acrescentei 16 pontos, trabalhei os 47 pontos do trapézio das costas, acrescentei 16 pontos e fechei a volta para tricotar circularmente. E na primeira volta da saia, fiz dois aumentos, um de cada lado, bem no meio dos 16 pontos acrescentados.

tricô em prosa - lateral da salopete

Mesmo que tenha feito muitas contas, ainda assim eu cometi um erro terrível. Eu calculei a frequência dos aumentos da saia para obter 156 pontos, que é múltiplo de 13, no intervalo de 11 centímetros de altura. Qual foi a minha surpresa ao ver que o ponto do barrado era na verdade múltiplo de 18?

Desmanchei tudo e refiz os cálculos da saia para obter 180 pontos, ou seja, dez repetições do motivo do barrado. Para isso, os aumentos da saia foram feitos a cada três voltas, e não a cada seis.

tricô em prosa - costas da salopete

Depois que alcancei 180 pontos, ainda teci seis voltas em barra 1×2 antes de iniciar o ponto do barrado. E após tricotar o ponto rendado, teci seis voltas em cordão de tricô (uma volta em meia, outra volta em tricô) para criar uma espécie de barra na saia.

Aproveitei um dia inteiro de feriado municipal para arrematar os pontos e embutir as (muitas) pontas. Escolhi o arremate costurado da Elizabeth Zimmermann. Faltando muito pouco para terminar o arremate, o fio acabou. Resolvi cortar outro pedaço de fio e continuar. Funcionou demais! Depois que as pontas foram embutidas, não se nota nada de diferente.

Depois de pronta eu lavei a peça e coloquei para secar na sombra sobre placas de EVA. Como coincidiu com a passagem de uma frente fria por aqui, demorou dois dias para ficar completamente seca.

tricô em prosa - detalhe das costas da salopete com o botão

Encontrei um botão de cor idêntica ao do fio, foi muita sorte! Mas o melhor de tudo é que a peça ficou pronta quase um mês antes do aniversário da bebê Valentina.

Eu fiquei muito satisfeita com o resultado, muito feliz mesmo! Meu marido chama a peça de “a pequena notável”, porque ela parece simples mas exigiu muitas etapas e muitos cálculos para sua confecção.

Agora é torcer para minha irmã e sua cunhada aprovarem o resultado.

Receita: (receita improvisada)
Fio: Pingouin Bella – cor 501 Lavanda
Composição: 100% algodão
Agulha: circular de numeração 2,75 mm e 3,00 mm de 1 metro de comprimento

Veja essa peça no Ravelry

revisão – Xale Bitterroot

Um problema na tradução da receita do Xale Bitterroot foi encontrado.

Faltava um ponto na Carreira de Ajuste, que deve ser tricotada assim:

Carreira de ajuste [lado direito]: 3 pm., coloque um marcador de pontos, laç., 3 pm., laç., coloque o marcador de pontos, 1pm, coloque um marcador de pontos, laç., 3 pm., laç., coloque um marcador de pontos, 3 pm. Teremos 17 pontos.

A tradução da receita já foi corrigida.

renda em forma de água

​A história dessa peça começou quando minha eterna priminha, a Rayssa, deixou um comentário no Facebook dizendo que estava com invejinha da nossa vó Ziquinha quando ela ganhou um xale rendado que eu teci. Fiquei tão tocada que se pudesse teria montado os pontos de um xale para ela imediatamente.

tricô em prosa - Xale Estuary

A Rayssa tem (bem) mais de vinte anos, mas no meu coração ela sempre será aquela bebê fofa de voz grave, falante e curiosa, que subia pelos móveis e queria entrar dentro da cristaleira da minha mãe.

Demorou uns meses até que tudo estivesse pronto para eu começar essa peça. E isso aconteceu em meados de novembro do ano passado. Sempre me senti atraída por essa receita, uma mistura de xale e echarpe. Achei que essa receita tinha tudo a ver com a Rayssa. Eu tinha esse fio, nessa cor que acho deslumbrante. São 450 metros, perfeito!

tricô em prosa - Xale Estuary

Existem duas versões dessa receita. Podemos imprimi-la a partir do site Knitty ou baixar o PDF do Ravelry. Ambas estão corretas, mas não se deve misturar os gráficos de uma versão com os da outra. Eu escolhi baixar o PDF por que usei o aplicativo KnitCompanion instalado no iPad para seguir os diversos gráficos.

Eu não diria que essa receita é daquelas que se tricota para relaxar. Não mesmo! Requer muita atenção! A maior parte do tempo devemos seguir dois gráficos diferentes para fazer uma única carreira. E lá pelo final da receita, o número da linha de um gráfico não batia com o número da linha do outro gráfico. Tenso…

tricô em prosa - Xale Estuary

O xale nasce a partir de dois pontos montados na agulha. Nas carreiras ímpares são feitos os aumentos que dão forma ao xale. Depois do gráfico inicial (A), começa o gráfico C que corresponde ao barrado do xale. Esse gráfico será repetido ao longo de todo xale, praticamente 80% do tempo, ao mesmo tempo que outros gráficos são trabalhados. O xale cresce na altura, então a parte central é tecida reta e em seguida o xale diminui até que restem dois pontos na agulha.

Usei um marcador de pontos vermelho para delimitar a fronteira entre o gráfico C e os demais gráficos. A receita só pede esse marcador. Mas é salutar usar marcadores para delimitar as repetições dentro de cada gráfico. Então escolhi marcadores brancos para as repetições de um mesmo gráfico.

tricô em prosa - Xale Estuary

Duas semanas depois de iniciado, o pobre xale foi colocado em segundo plano devido às exigências do trabalho. A prioridade naquele momento era trabalhar dia e noite, fim de semana também, para cumprir o prazo de entrega.

Assim que o trabalho foi entregue, era hora de viajar para a casa de meus pais para as festas de Natal e Ano Novo. Eu levei o xale para tricotar lá, mas convenhamos, seguir dois gráficos ao mesmo tempo não encoraja a socialização… Do jeitinho que ele foi, voltou. E assim permaneceu, intocado, por mais de dois meses.

tricô em prosa - Xale Estuary

Em março, eu retomei a peça. Tive de fazer um esforço porque tinha esquecido todos os pormenores da receita. Estudando a trama, finalmente aceitei que os contadores do KnitCompanion indicavam precisamente onde eu tinha parado.

E tive de ler a receita de novo para esclarecer duas perguntas cruciais: a) o gráfico mostra os pontos da borda?, e b) como se tricota a carreira do avesso? Sanadas as dúvidas, me entreguei às delícias de tricotar novamente!

tricô em prosa - Xale Estuary

Foi então que aconteceu o Drama Número Um. Uma atualização da versão 9.3 do sistema operacional do iPad fez com que meu aparelho ficasse travado. Pelo que andei lendo, vários proprietários do iPad 2 ao redor do mundo tiveram o mesmo problema.

Segui todos os passos recomendados pela Apple, sem nenhum sucesso. Achei que teria de apagar todos os meus dados e reinstalar os aplicativos que uso. Mas o suporte da Apple entrou em contato e baixou uma atualização que destravou o aparelho e salvou todos os meus dados.

Lições aprendidas: a) nunca mais instalar uma atualização sem antes fazer um backup dos dados; e b) mesmo assim, esperar ao menos dois dias para ver se outros usuários tiveram problemas.

tricô em prosa - Xale Estuary

Com o KnitCompanion operacional e todos os meus contadores intactos, retornei ao xale. Segui a receita à risca. Depois da fase dos aumentos tem um gráfico reto que deve ser repetido quatro vezes, e assim o fiz. Finalmente pude iniciar a etapa de diminuições até alcançar o último gráfico do xale.

Faltando menos de 20 carreiras para terminar o xale, quem terminou foi o fio. Esse foi o Drama Número Dois! Considerei comprar outra bola, porém faz tanto tempo que comprei esse fio não encontraria outro lote dele.

tricô em prosa - Xale Estuary

Três dias depois, passado aquele sentimento de frustração e totalmente tomada pela atitude “vamos resolver esse problema”, sentei-me e estudei a trama. Localizei o local exato da conclusão da terceira repetição do gráfico reta. Desmanchei até esse ponto. Eu devo ter desmanchado uns 25 centímetros de trama. A partir daí iniciei as diminuições.

Desse modo, omitindo a quarta repetição do gráfico reto, eu pude concluir o xale. E quando arrematei os últimos dois pontos, sobrou pouquíssimo fio.

tricô em prosa - Xale Estuary

O resultado me agradou bastante! Fica legal usado como um xale e também fica muito bem quando usado em volta do pescoço, como uma echarpe.

Depois de bloqueado e seco, o xale mediu 175 centímetros de envergadura. Se eu tivesse tido fio suficiente para tricotar a quarta repetição do gráfico reto, imagina como esse xale não ficaria longo? Ah,sim! A peça mede 31 centímetros de altura.

E não descarto a ideia de tricotar essa receita novamente!

Receita: Estuary de Tin Can Knits
Fio: Pingouin Tropfil na cor 2524
Composição: 100% algodão
Agulha: circular de numeração 3,5mm de 100 cm de comprimento

Veja esse xale no Ravelry

amarelo intenso

Passei os últimos três meses tecendo esse conjunto de gorro, gola e meias-luvas para minha querida prima Daniela. Foi gratificante! Todas as recordações resgatadas ao tricotar especialmente para uma pessoa tão querida me deixa em estado de júbilo.

E trabalhar com essa cor extraordinária, escolhida pela própria presenteada, me enchia de energia e entusiasmo!

tricô em prosa - Gorro, Gola e Meias-Luvas Amanara

A primeira peça que teci foi o gorro.

Foi tão rápido, quatro noites e já estava pronto. Não resisti em fazer aquela protuberância no topo do gorro, acho charmoso! Para isso diminui os pontos até que restassem apenas três e tricotei um i-cord curtinho, de quatro voltas, se não me engano.

tricô em prosa - Gorro, Gola e Meias-Luvas Amanara

Para tecer a gola eu montei 132 pontos usando a montagem tubular e agulha número 4,5mm. Trabalhei nove voltas em barra 1×1 de ponto meia torcido (sequência de *ponto meia pelo fio de trás, ponto tricô*). Em seguida fiz uma repetição das 16 linhas do gráfico. Troquei a agulha por outra de numeração 4mm e com ela fiz mais duas repetições do gráfico. Para terminar, tricotei outras nove voltas em barra 1×1 de ponto meia torcido e arrematei usando o arremate tubular para que ambas extremidades da peça ficassem idênticas.

tricô em prosa - Gorro, Gola e Meias-Luvas Amanara

Para tecer as meias-luvas usei agulhas de numeração 3,75mm.

Montei 48 pontos usando a antiga montagem norueguesa (mais elástica). Não fiz nenhuma barra, comecei pelas linhas do gráfico e trabalhei uma repetição e meia do gráfico (linhas 1-16 e depois 1-8).

Na linha 9 da segunda repetição fiz um aumento para iniciar o polegar. Os dois aumentos para o polegar eram trabalhados a cada três voltas. Quando o polegar atingiu 15 pontos, então eles foram colocados em espera em um pedaço de fio descartável. Continuei as voltas da palma trabalhando o gráfico até que três repetições completas do gráfico foram concluídas (contadas a partir da montagem dos pontos). Arrematei usando o arremate costurado da Elizabeth Zimmermann.

Resgatei os pontos do polegar, fiz um aumento na parte mais interna do polegar, trabalhei os 15 pontos do polegar, fiz outro aumento e fechei a volta. Tricotei quatro voltas e arrematei da mesma forma que a palma da meia-luva.

tricô em prosa - Gorro, Gola e Meias-Luvas Amanara

Receita: Gorro Amanara de Valéria Garcia
Fio: Fiolã Coleção Lírios do Campo
Composição: 100% lã Corriedale
Agulha: diversas numerações, descritas no texto acima

Veja esse gorro no Ravelry
Veja essa gola no Ravelry
Veja essas meias-luvas no Ravelry