como cultivar morangos

Sempre achei esses sapatinhos muito fofos e só estava esperando uma oportunidade para tricotá-los. Eles farão conjunto com um casaquinho que agora está em fase de acabamento.

Eles demandam muito acabamento, pelo menos para mim. São tricotados em várias pequenas etapas: primeiro tecer o sapatinho, os cordões de amarrar e as flores do morangueiro. Depois é necessário costurar as flores, bordar as sementes amarelas e embutir todos as pontas dos fios.

blog trico em prosa - como cultivar morangos - sapatinhos de morango da Pjusken

Procurando saber um pouco mais sobre os morangos, descobri que o que chamamos de sementes, de cor amarela, é que são os verdadeiros frutos do morangueiro. A polpa vermelha é apenas um receptáculo dos diversos frutos. Mas aqui vou chamar o amarelo de sementes e a polpa vermelha de morango, do jeito que conheço.

Para tricotar esses sapatinhos eu mesclei duas receitas, ambas grátis. Uma delas acabou sendo apenas a fonte de inspiração. Não usei essa receita porque ela requer costura (costurar me faz sofrer) e porque pede um fio bem mais fino do que o fio que eu queria usar. Então eu tive de procurar uma receita similar, sem costura e apropriada para fio na espessura do meu.

Por sorte encontrei a receita perfeita, tecida de cima para baixo, ou seja, do tornozelo para a sola, mas ainda assim eu fiz minhas modificações. A designer também elaborou outra versão dessa mesma receita tricotada da sola para cima. A talentosa Sandra Baroni, proprietária do TricôTricô, fez a tradução autorizada da versão tricotada da sola para cima e ainda recheou com links para vídeos instrutivos!

blog trico em prosa - como cultivar morangos - Sapatinhos de Morango da Pjusken

Na receita inspiração, montam-se 60 pontos, trabalha-se uma barra em poucas voltas e então os pontos são diminuídos para 44 pontos. Ou seja, são montados 30% de pontos a mais.

Fazendo a adaptação para a receita sem costura, eu montei 45 pontos com fio verde, trabalhei uma barra em poucas voltas e diminuí a quantidade de pontos para 36. A partir desse ponto eu segui a receita sem modificar nada, com exceção da costura da sola onde usei costura invisível (grafting) no lugar do arremate com três agulhas. Troquei para o fio vermelho uma volta depois dos furinhos para passar o cordão.

Depois que terminei, percebi que o dorso do sapatinho estava muito estreito e que as laterais curvavam-se para dentro, talvez porque os aumentos tivessem ficado muito tensionados.

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Então desmanchei a parte vermelha do sapatinho para modificar o dorso.

Além de aumentar um ponto em cada lateral do dorso, não trabalhei os aumentos. Em vez disso, tricotei uma aba retangular para o dorso do sapatinho, passando um ponto sem fazer no início de cada carreira. Quando havia sete pontos passados sem fazer em cada lateral da aba, não virei o trabalho. Continuei levantando e trabalhando em meia torcido (pelo fio de trás) os setes pontos passados sem fazer e prossegui dando a volta pelo calcanhar até levantar e trabalhar em meia torcido os sete pontos passados sem fazer do outro lado da aba. Essa modificação aliviou a tensão, melhorou um pouco a aparência do sapatinho, mas ainda assim as laterais ficaram um pouco curvas.

Cordão de amarrar

Trabalhei os cordões de i-cord e contei as carreiras para assegurar que ambos ficariam com o mesmo comprimento. Na outra ponta do cordão teci uma folha, da seguinte maneira:
Carr.1: todos os pontos em meia
Carr.2-4-6-8-10: todos os pontos em tricô
Carr.3-5: meia até o ponto central, laç, 1m, laç, demais pontos em meia
Carr.7-9: mate simples, meia até últimos dois pontos, 2pjm
Carr.11: mate duplo

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Flores do morangueiro

Eu sei que as flores que teci não ficaram nem um pouco parecidas com as verdadeiras flores de morangueiros, que possuem cinco pétalas. A receita traz instruções para tecer flores de morangueiro perfeitas em crochê, mas como eu não sei crochetar tive de improvisar uma flor de tricô.

O que fiz foi o seguinte:
Usando a montagem de Emily Ocker, montar nove pontos. Primeira volta: todos os pontos em meia. Segunda volta: *1m, laç*, repetir os pontos entre **. Terceira volta: arrematar todos os pontos. Puxar bem a ponta do fio onde os pontos foram montados para fechar o centro da flor.

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Usando um fio laranja 100% algodão, improvisei o miolo da flor e bordei em ponto duplicado as sementes de morango no dorso do sapatinho.

Tricotar esses sapatinhos envolvem várias etapas e eles requerem mais acabamento, mas achei o resultado muito gracioso e satisfatório. Gostei muito de tricotá-los.

Receita: Pjusken’s Strawberry Booties de Hrönn Jónsdóttir
Fio: Pingouin Noblesse nas cores 353 (cereja), 1642 (seiva) e 002 (branco)
Composição: 70% acrílico e 30% lã
Agulhas: conjunto de 5 agulhas de pontas duplas número 3,50mm

Veja esse projeto no Ravelry

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um manto de flores

A vó Ziquinha é um exemplo. Uma das coisas que mais admiro nela é a naturalidade com que ela acompanha as mudanças de comportamento das novas gerações. Para ela é natural que os costumes mudem. Ela não faz comentários saudosistas, não julga nem compara. Ela respeita e apoia as escolhas dos filhos e netos. Nos sentimos amados, acolhidos e respeitados. Sua companhia é um deleite. Vó, um dia ainda serei tão jovem quanto você!

tricô em prosa - um manto de flores: xale Echo Flower tecido em algodão mercerizado

Eu queria mesmo era cobrir minha vovó de flores! Então decidi tricotar um xale de presente para ela. Um xale vermelho, porque é amor, porque é calor, é meu bocado de flores e mais flores para abraçá-la.

no começo, flores

Escolhi essa receita porque ela foi inspirada no xale Laminaria da talentosa Elizabeth Freeman, do qual compartilha um ponto de flores típico dos xales estonianos.

Montei os pontos do xale em março e fiz questão de tecê-lo no meu tempo, sem estipular prazos e sem atropelos. Esse xale foi tricotado basicamente nos sábados, domingos e feriados. Claro que durante os dias de semana eu tricotei, mas pouco.

Repeti o gráfico de flores 13 vezes porque queria um xale de tamanho maior.

trico em prosa - um manto de flores - xale Echo Flower

Eu tricoto usando o método continental, segurando o fio com a mão esquerda, de modo que o fio sempre fica naturalmente esticado. Para realizar o ponto estrela de dois para nove e também o ponto estrela de três para nove, eu precisava me atentar em manter esse fio bem frouxo.

Recomendo atenção nas linhas 1, 2 e 3 do gráfico de flores. Algumas vezes ao realizar a linha dois do gráfico, no avesso do trabalho, deixei cair um dos nove laços do ponto estrela e todos os demais laços se desmancharam. Tive de desmanchar até aquele ponto na carreira anterior para refazer a estrela. O mesmo ocorre se algum ponto acima da estrela cair ao trabalhar a linha três, as pétalas viram um emaranhado de fios. Eu cometi esse erro na linha três duas vezes e tive de desmanchar até a linha um para refazê-la.

borda e barrado

Depois de concluir o gráfico das flores devemos primeiro tecer os gráficos da borda, que são três gráficos, e só então tecer o gráfico do barrado.

A novidade dos gráficos de borda é que neles temos de realizar os nupps. Escolhi fazer os nupps com nove voltas, e não sete. Com a ajuda desse vídeo aprendi a fazê-los com uma agulha de crochê. Fica bem mais fácil. Primeiro usei uma agulha de crochê de numeração 3,5mm. Entretanto, ficou bem mais confortável depois que a troquei por outra de numeração 2,5mm.

trico em prosa - um manto de flores - xale Echo Flower

Enquanto tecia a borda, surgiu uma oportunidade de visitar minha avó. Se conseguisse terminar o xale em dez dias eu poderia entregá-lo para ela. Naquela etapa, terminar em dez dias, tricotando apenas de noite, seria: a) terminar a borda, b) tecer o gráfico do barrado, c) embutir as pontas, d) bloquear, e) esperar secar. Não, impossível em dez noites. Isso foi um pouco desanimador. Durante a semana que antecedeu essa visita eu não toquei mais no pobre xale. Só voltei a tricotá-lo uma semana depois, quando surgiu uma oportunidade de visitar meus pais!

Armei-me de paciência ao tecer a primeira linha do gráfico do barrado. É a mais lenta de se trabalhar porque combina nupps com ponto estrela de dois para nove em cada repetição.

trico em prosa - um manto de flores - xale Echo Flower

Arrematar os pontos também levou muito tempo. Eu não arrematei com fio duplo, foi com fio simples mesmo. Na fotografia acima está o xale do jeito que saiu das agulhas, todo amassadinho.

banho e dos alfinetes

Engraçado como em nenhum momento, enquanto tricotava esse xale, achei que os pontos ficariam parecidos aos das dezenas de fotografias dessa receita que vi no Ravelry. Tudo seria resolvido no momento em que a peça fosse molhada e alfinetada bem esticadinha, eu pensava. Não foi o que aconteceu. Depois de bloqueado na sua forma final, eu ainda não reconhecia os pontos na minha frente.

trico em prosa - um manto de flores - xale Echo Flower

O que eu via era tão estranho que tive de analisar melhor aquela trama. Talvez os laços dos pontos estrela estivessem muito frouxos. Talvez não soube dar forma ao xale. Talvez seria apenas o cansaço, já era noite. Amanhã, mais descansada, bloquearia o xale novamente. No dia seguinte, antes de mergulhar a peça na água, joguei o xale sobre os ombros e fui olhar no espelho. Ali na minha frente, reconheci os pontos do xale, ali estavam os pontos que queria ver. Ufa!

Antes de bloqueá-lo em sua forma final, o xale media 88 centímetros de envergadura por 48 centímetros de altura. Suas dimensões cresceram para 122 centímetros de envergadura por 62 centímetros de altura.

Ele pesa 176 gramas. Foram quatro bolas de Coats Corrente Esterlina 5, sendo que usei muito pouco fio da quarta bola. O fio da terceira bola acabou quando faltava apenas três carreiras do gráfico do barrado mais o arremate para terminar.

Receita: Echo Flower Shawl de Jenny Johnson Johnen
Fio: Coats Corrente Esterlina 5 na cor 34, 4 bolas
Composição: 100% algodão
Agulhas: circular Addi Lace numeração 3,50mm de 1 metro de comprimento

Veja esse projeto no Ravelry

receita traduzida – Xale Wild Rose

Outro dia fui apresentada às criações da russa Larisa Valeeva. São xales delicados, muitos deles inspirados em rosas. Além das belas tramas, me encantei com os nomes singelos de algumas de suas receitas, que em tradução livre seriam: fragrância de rosa, rosas ensolaradas, rainha das rosas e rosa selvagem.

Pedi permissão para traduzir esse último, o xale rosa selvagem. A designer gentilmente me autorizou a publicar a tradução do Xale Wild Rose para o português.

Thank you, Larisa!

um xale para o verão

A verdade é que eu não me cabia em mim de vontade de tricotar esse xale, com sua renda plena de flores de campânula.

trico em prosa.com - um xale de verão - Xale Dorothy

Para tecê-lo, não desgrudei os olhos dos gráficos. Repleto de duplas laçadas, a atenção também deve ser dupla. Além disso algumas linhas são trabalhadas também no lado avesso. Os erros que cometi foram descobertos rapidamente, sem necessidade de desmanchar muito, exceto por um, horroroso, percebido tardiamente, do qual falarei mais tarde.

Início
A borda superior desse xale não é trabalhada em cordões de tricô e sim com uma renda bem delicada, diferente.

trico em prosa.com - um xale de verão - Dorothy

O início desse xale não foi simples. Por três vezes tentei montar os pontos mas não conseguia pegar os pontos na lateral nem onde os pontos foram montados. Hora de parar e estudar.

Pesquisando no grupo da designer Jane Araújo no Ravelry eu encontrei essa dica.

A solução foi usar a montagem e-loop sugerida pela designer. Montei os pontos usando essa técnica, teci a primeira carreira, olhei bastante para ver como havia ficado e determinei onde levantaria os pontos nessa extremidade. Segui as demais instruções e funcionou, consegui montar os pontos da borda superior e parti para o gráfico da primeira repetição.

O corpo
Queria fazer o tamanho do xale indicado na receita, com quinze motivos de flor de campânula em cada metade do xale. Para obter quinze motivos em cada metade seriam necessárias oito repetições do gráfico.

Depois que terminei a primeira repetição, pausa para desmanchar e recomeçar usando agulha de numeração menor. Troquei a agulha 4mm pela 3,5mm.

Nos primeiros dias as repetições fluíam rapidamente, a quantidade de pontos nas agulhas ainda era pequena. Usei marcadores de pontos nas laçadas duplas. No prazo de uma semana havia concluído seis repetições e cada metade do xale já exibia onze motivos de flor.

trico em prosa.com - um xale de verão - Dorothy

Na segunda semana estava trabalhando a penúltima repetição do corpo, era o dia do meu aniversário e descobri um erro terrível bem no início do xale, lá na segunda repetição. Isso me deixou muito, muito chateada. Estava pensando em presentear o xale, mas nunca o faria com esse erro horrendo. E não estava nem um pouco a fim de desmanchar até a segunda repetição para refazê-lo.

trico em prosa.com - um xale de verão - Dorothy

Cogitei isolar e desmanchar apenas as colunas de pontos desse elemento e refazer a renda usando agulhas de pontas duplas, como foi mostrado nessa publicação. Quando se trata de tranças é um processo fácil e já fiz algumas vezes. Mas como seria refazer pontos rendados?

Para ter uma ideia do tamanho da tarefa, isolei a coluna e desmanchei apenas a primeira linha. Logo vi que não seria fácil. Refazer renda, que nesse caso é trabalhada algumas vezes também pelo avesso, com um fio tão fino e duplas laçadas… Me acovardei. Então decidi o seguinte: eu exibirei esse erro gritante por aí, esse xale será meu.

A barra
Na terceira semana concluí a oitava e última repetição do corpo e iniciei os gráficos da barra. Nessa altura havia tantos pontos nas agulhas que demorei uma semana para concluir a barra e arrematar. E o arremate em correntinha de crochê, levei três dias para concluir, crochetando no carro, no clube, sempre que tinha uma brechinha.

trico em prosa.com - um xale de verão - Dorothy

O fio
Resolvi experimentar o fio Esterlina e comprei três novelos para tecer esse xale, são 690 metros. Usei menos da metade do terceiro novelo. No mínimo haveria duas junções de fio no trabalho.

Quando o fio acaba, nunca junto um novo fio dando nó do lado avesso. A trama do tricô não é estática, está sempre se ajustando, se acomodando às trações impostas ao manusear a peça, seja ao usá-la ou lavá-la. Sempre há o risco do nó passar para a frente do trabalho e se acomodar ali.

O que faço quando o fio vai acabar é trabalhar até restar uns 15 centímetros, então pego o novo fio deixando sobrar outros 15 centímetros desse fio também. Segurando os dois fios, com as pontas em direções opostas, trabalho dois pontos consecutivos em fio duplo. Então solto o fio mais curto e passo a tricotar com o novo novelo. Fica firme, e sem nó algum. No avesso ficam as duas pontas que serão embutidas na fase de acabamento. E depois de embutidas, fica imperceptível, profissional. Se for um fio mais grosso, trabalho em fio duplo apenas um ponto e basta.

trico em prosa.com - um xale de verão - Dorothy

O primeiro novelo de Esterlina não tinha nenhuma emenda. Já o segundo veio com duas emendas, dois nós super apertados. Tive de cortá-los. Eu já previa dois pares de pontas no avesso porque usaria três novelos. Mas no final, foram quatro pares de pontas, mais a ponta da montagem dos pontos e a ponta do arremate. Mas ficou perfeito, imperceptível, mesmo usando um fio tão fino.

trico em prosa.com - um xale de verão - Dorothy

O xale cresceu bastante depois de bloqueado na sua forma final. É incrível como esse amontoado de pontos cresce depois de molhado e se transforma num verdadeiro xale ao ser bloqueado! Vê-lo esticadinho no chão da sala espetado nas placas de E.V.A me deu uma sensação muito boa!

Apesar dos nós eu gostei muito do fio, do seu caimento, do tato, é fresco!
Tricotar esse xale foi uma delícia!

Receita: Dorothy de Mawelucky/Jane Araújo
Fio: Coats Corrente Esterlina 5
Composição: 100% algodão mercerizado
Agulhas: circular número 3,5mm de 1 metro de comprimento

Veja este projeto no Ravelry

flora para isadora

Se eu pudesse tricotaria casaquinhos para cada futura mamãe que conheço. Mas não consigo cumprir prazos quando se trata de tricô. Foi só por esse motivo que a Isadora não ganhou seu casaquinho quando nasceu. Mas é chegada a hora de corrigir essa “injustiça”!

tricô em prosa - Casaco Flora

Queria tricotar um casaco bem fofo para essa menina de olhos estrelados. Escolhi essa receita com grandes bolsos para ela encher de brinquedos.

Um dia eu me deparei com essa fotografia da filha da Jessica Alba e fiquei encantada com a alegria da menina. Estava decidida a cor do casaco da Isadora, seria lilás (talvez roxo). Então encomendei o fio.

Assim que o fio chegou eu tricotei duas amostras enquanto assistia televisão. A primeira foi tricotada usando agulha número 5,0mm mas decidi desmanchar. Tricotei a segunda amostra com agulha número 5,5mm e obtive a seguinte medida: 17 pontos medem 10 centímetros.

Amostra Casaco Flora

Como a amostra da receita requer que 18 pontos meçam 10 centímetros, o casaco resultante ficaria um pouquinho maior. Não vi problema nenhum nisso e montei os pontos do casaco para o tamanho dois anos.

Achei que os botões de coco combinaram muito bem com a cor do casaco!

tricô em prosa - Casaco Flora

Esse casaco é tricotado de cima para baixo, sem costuras.

Primeiro, são montados os pontos da pala que é trabalhada juntamente com os aumentos para formar as mangas raglã. Depois de separar os pontos das mangas para deixá-los em espera, é hora de trabalhar o corpo. Uma carreira cheia de aumentos é trabalhada para dar mais volume ao casaco, que fica mais parecido com um sobretudo. Os pontos das mangas são retomados e trabalhados de maneira circular sem costuras. Os pontos da gola são levantados a partir da pala. Então temos de tricotar os bolsos.

Como da outra vez que tricotei esse casaco, iniciei o cardigã pela gola (e não pela pala), para não ter de levantar esses pontos mais tarde. Finalizada a gola, montei 6 pontos de cada lado para tricotar a barra de botões e só então trabalhei a pala.

tricô em prosa - Casaco Flora

E para costurar os bolsos, novamente usei as figuras 77 e 78 desse tutorial. De novo, refiz a costura diversas vezes até que ficasse perfeito!

Agora é só torcer para que sirva na pequena Isadora!

Receita: Flora de Kate Blackburn, que gentilmente autorizou a publicação da tradução da receita para português.
Fio: Fio Círculo Lã Seda, cor 6434
Agulha: KnitPro circular núm. 5.5 mm de 100 cm de comprimento

Veja este projeto no Ravelry

If I could I would knit cardigans to every future mom I know. But I can’t meet deadlines when it comes to knitting. It was the only reason Isadora didn’t receive her baby cardigan when she was born. But now it comes the time to correct this “injustice”!

I wanted to knit a cute cardigan to this girl whose eyes shine like the stars. I’ve chosen this pattern with big pockets so she can fill it with little toys.

One day I found this photograph of Jessica Alba’s daughter and I was amazed with her happiness. The color of Isadora’s cardigan was chosen, it would be lilac (maybe purple). So I ordered the yarn.

As soon as the yarn was delivered I knitted two swatches while I watched television. The first one was knit using US #8 needles, but I decided to frog it. I knit the second swatch using US #9 needles and I got the following measurement: 17 stitches measure 4 inches.

Because the gauge of the pattern is 18 stitches per 4 inches, the resulting cardigan would be a little bigger. I didn’t see it as a problem and so I cast on for size two years.

I find that the coconut buttons goes well with the color of the cardigan!

This cardigan is knit from top to bottom, seamless.

First, we cast on the stitches of the yoke. Yoke is worked as the same time as we do increases to shape the raglan sleeves. After separating the stitches of the sleeves to put them on hold, it’s time to knit the body. One row full of increases is worked to give it more volume, it looks like an overcoat. The stitches of the sleeves are worked on the round, seamlessly. The stitches of the collar are picked up from the yoke. Then we have to knit the pockets.

Just like the other time I knit it, I started the cardigan from the collar (not from the yoke), so I wouldn’t have to pick those stitches later. Once I finished knitting the collar, I increased 6 stitches at each side to make the buttonband, and then I proceeded to knit the yoke.

And to sew the pockets on, I used figures 77 and 78 of this tutorial again. And again, I tried and tried to sew them until they were perfect!

Now, I hope it will fit little Isadora!

Pattern: Flora by Kate Blackburn, who kindly authorized the publication of the translation of the pattern into portuguese.
Yarn: Circulo Yarn Lã Seda, color 6434
Needle: circular KnitPro US #9 – 40 inches long

See this project on Ravelry