um xale que reluz

Essa é a peça que tenho trabalhado nos últimos trinta dias. Foi tecida exclusivamente dentro de casa, com o maior cuidado, já que não queria correr nenhum risco com seu fio finíssimo e delicado. É um presente para minha tia Euzande. Evidentemente, enquanto tecia ia me lembrando de tantos momentos bons, de sua presença carinhosa e divertida.

Zande, esse xale é uma pequena amostra do amor que sinto por você. Que ele envolva você em boas energias, que irradie as boas lembranças, as risadas, as cartinhas que escrevi para você quando era criança, as viagens e tantas outras alegrias!

tricô em prosa - um xale que reluz - Xale Goldmarie

Foi minha prima Ana Luíza quem me disse que sua mãe gosta de amarelo. E eu tinha duas meadas guardadas no baú, de um amarelo que gosto muito, semelhante ao girassol.

Juntas elas somavam 860 metros de um fio muito macio, uma delícia na pele. Para que o xale não ficasse gigantesco, minha intenção era de usar pelo menos 600 metros. No final, o xale consumiu 535 metros e seu tamanho, ao meu ver, ficou excelente.

Achei o fio um pouco difícil de desmanchar. Sorte que tive de desmanchar pouquíssimas vezes. As meadas são do mesmo lote, mas ficou evidente que a segunda possui uma coloração mais intensa que a primeira. Dá para notar no barrado.

tricô em prosa - um xale que reluz - Xale Goldmarie

Para deixar o xale ainda mais especial, 540 contas de vidro foram tecidas nos motivos de folhas do barrado. As contas foram aplicadas com uma agulha de crochê fina o suficiente para passar pelo buraco da conta.

E fiz uma modificação ao tecer o gráfico do barrado: a receita instrui tecer as linhas 1 a 24 do gráfico C, depois repetir as linhas 5 a 18 e então passar para o gráfico D. Como eu queria aumentar mais um nível de folhas, teci as linhas do gráfico C da seguinte maneira: linhas 1 a 24, 5 a 24, 5 a 18 e só então passei para o gráfico D.

tricô em prosa - um xale que reluz - Xale Goldmarie

O xale é arrematado com correntinha de crochê. Bem, correntinha é a única coisa de crochê que (mal) sei fazer. E ainda tenho de me concentrar bastante para que ela não fique rígida.

Uma noite cheguei do trabalho determinada a arrematar o xale. Levei quase quatro horas, mas terminei! Minha concentração foi tamanha que não percebi minha má postura nem o quanto estava tensa.

Na manhã seguinte minha coluna doía tanto que eu mal conseguia andar. O xale estava finalizado, eu morria de vontade de bloqueá-lo na forma final, mas qualquer movimento que eu fizesse me causava dor. Só consegui molhar a peça e esticá-lo três dias depois.

tricô em prosa - um xale que reluz - Xale Goldmarie

Não é a primeira vez que eu tricoto essa receita. Já tinha usado seus gráficos para tecer uma blusa de algodão no ano passado. E com certeza vou usá-los novamente. Adoro esse ponto de folhas.

Agora preciso embalar o presente e enviar!

Receita: Xale Goldmarie de Sue Berg
*A designer autorizou a tradução da receita para o português
Fio: Malabrigo Yarn Lace – cor Sunset
Composição: 100% lã merino
Agulha: circular 3,50mm de 1 metro de comprimento

Veja esse projeto no Ravelry

como fazer seu tricô cintilante!

Depois de muito ensaiar, finalmente montei os pontos de um xale que será presenteado para uma pessoa muito querida e especial. Para tornar essa peça diferente, pensei em colocar algumas contas de vidro no barrado.

Eu teria de improvisar, porque na receita original não tem nenhuma conta. “Mas… e aquela apostila da Grace Burns?”, pensei. Entrei em contato com ela.

blog Tricô em Prosa - como fazer seu tricô cintilante!

Comprei a apostila, baixei o arquivo e … Mal consegui dormir naquele dia! Fui tomada por um excesso de inspiração. Tive de fazer um esforço enorme para ler todo o material porque, a cada técnica explicada, minha euforia era tamanha que eu divagava horrores, tinha mil ideias, só então me lembrava que não tinha terminado de ler a apostila. Eu literalmente sonhei com peças de tricô trabalhadas com miçangas, paetês e canutilhos.

A apostila “Tricotando com miçangas e outros adereços” é riquíssima. São vinte e duas páginas de pesquisa histórica, diferentes técnicas, exercícios e também uma receita. Recomendo muito.

Essa apostila foi usada na aula ministrada pela Grace Burns-Krebs no 3º Congresso de Tricô, que infelizmente não pude participar. Essa aula deve ter sido super divertida! Se estiver interessado, veja como adquirir sua apostila nessa publicação.

tricô em prosa - tricô cintilante!

A Grace é uma pessoa admirável! Além de ser uma designer estupenda, ela é uma estudiosa da arte do tricô, uma pessoa que genuinamente conhece do assunto. Seu blog é uma fonte de informação e inspiração que sempre consulto.

E o xale… Eu quase me esqueci do xale que queria tricotar! Só voltei a tecê-lo alguns dias depois, já com a emoção mais controlada. De alguma maneira eu consegui adiar minha repentina necessidade de tricotar meias, luvas e bolsas adornadas com miçangas.
Por enquanto.

cabeça louca

Um dia o Diogo me pediu um cachecol. Ganhou um gorro e meias-luvas de piratas. É que nessa época eu não estava muito entusiasmada em ficar semanas e semanas tricotando uma peça tão longa. Mas desde então sempre procurava alguma receita de cachecol para tecer para ele no futuro.

Anos mais tarde, ele me pediu meias-luvas. E em vez disso ganhou um cachecol. “A Val é cabeça louca”, diria o Dioguinho se pudesse voltar a ter cinco anos. Tem uma explicação: eu tinha finalmente encontrado uma receita perfeita de cachecol para fazer para ele.

blog Tricô em Prosa - cabeça louca - Simples meias-luvas para o Diogo

Enquanto eu esperava o casaquinho do Joaquim secar para poder pregar os botões, o bom tempo virou. Foram quatro dias de céu completamente nublado, que não deixava passar nenhuma fração de raio do sol. E o casaquinho não secava nunca.

Comecei a ficar incomodada por não ter nada para tricotar. Peguei o restinho de lã que sobrou do cachecol do Diogo e montei os pontos das prometidas luvas. Não segui nenhuma receita, mas me guiei pelas mitenes Fallberry da Anne Hanson para trabalhar o polegar, com pequenas modificações.

Montei 56 pontos usando a montagem tubular que aprendi vendo esses vídeos. O primeiro vídeo ensina a montar os pontos para barra 1×1 e o segundo ensina a reorganizar esses pontos para tecer em barra 2×2. Essa montagem cria uma barra elástica e arredondada.

blog Tricô em Prosa - cabeça louca - Simples meias-luvas para o Diogo

Então me pus a tecer essas luvas simples e deliciosas de se usar.

Para garantir que ambas as luvas ficassem idênticas, contei o número de voltas de cada etapa: punho, aumentos do polegar, palma e polegar propriamente dito. Aprendi a contar voltas no livro Getting Started Knitting Socks da Ann Budd. Agora conto voltas de tudo que será tricotado em dobro: mangas, barras de casacos, etc. Outra alternativa seria tricotar as duas luvas simultaneamente com uma única agulha circular longa, mas como eu sabia que iria desmanchar algumas vezes, decidi fazer uma de cada vez.

Os pontos dos dedos e do polegar foram arrematados usando o método tubular, que é costurado e produz uma borda idêntica à dos pontos montados, arredondada e elástica.

blog Tricô em Prosa - cabeça louca - Simples meias-luvas para o Diogo

A beleza da peça ficou por conta das cores do fio tingido artesanalmente pela talentosa Sandra Baroni. Adoro essa cor Abissal!

Depois de uma sequência de peças tecidas com fios 100% algodão ou com fios que mesclam acrílico com lã, achei fantástico voltar a tricotar com lã natural! Tinha me esquecido da maciez e da elasticidade natural da lã de merino, que torna tão confortável o ato de tricotar.

Receita: particular, não publicada
Fio: Tricô Tricô Fios Fingering Single Ply (descontinuado) – cor Abissal
Composição: 100% lã merino
Agulhas: Circular número 2,75mm de 1 metro de comprimento; e
um conjunto de 5 agulhas de pontas duplas na mesma numeração

Veja esse projeto no Ravelry

 

cardigã do vovô para o bebê

Eu estava morrendo de vontade de tricotar um casaquinho bem charmoso para manter o Joaquim quentinho e protegido, ele que é o bebê mais feliz e sorridente que já conheci. A receita estava guardadinha para ele, comprada há mais de um ano.

O casaquinho foi tecido com muito zelo. Algumas etapas foram rápidas, outras eu tive de refazer. O mais importante: ficou do jeito que eu queria e isso vale muito a pena.

blog tricô em prosa - cardigã do vovô - Cardigã Gramps

Ele é trabalhado sem costuras de baixo para cima. Montam-se os pontos da barra do casaco e tricota-se da barra até a cava das mangas. As mangas são tecidas separadas e depois são unidas ao corpo do casaco. Tricota-se a pala ao mesmo tempo que fazemos as diminuições das mangas raglã. Por último, levantamos os pontos da gola e da tira de abotoamento do casaco. Sem nenhuma costura, com exceção de uma dúzia de pontos em cada cava do braço.

a amostra

Minha primeira providência foi tricotar uma amostra para substituir o fio indicado na receita. Teci a primeira amostra no dia dos namorados, ou no dia da abertura da Copa do Mundo, durante o jogo do Brasil contra a Croácia. Nem cheguei a medir visto que a trama ficou frouxa demais. Usando agulhas menores, teci a segunda amostra que molhei, esperei secar e só então medi: certíssimo.

Decidi fazer o tamanho indicado para quatro anos para o Joaquim que completará dois anos em outubro, porque a modelagem do casaco é justa.

Montei os pontos da barra e rapidamente iniciei para as tranças. Que delícia de receita. Quando a peça media 21 centímetros, era hora de iniciar a modelagem do decote em V.

blog tricô em prosa - cardigã do vovô - Cardigã Gramps

Nesse ponto eu tive de parar para estudar em que ponto iniciaria as diminuições do decote de maneira que as tranças resistissem por mais tempo.

A receita trazia poucas instruções nesse sentido. Na descrição da receita no Ravelry, encontrei o link para uma publicação onde a designer explica que não faria sentido colocar as instruções detalhadas para cada tamanho. E ela tem razão. Ela deu uma dica de rearranjar os pontos trançados na agulha antes de fazer as diminuições do decote. Funcionou muito bem.

blog tricô em prosa - cardigã do vovô - Cardigã Gramps

Eu desenhei um gráfico com lápis e borracha para auxiliar. Nele desenhei as tranças, enumerei as carreiras e comecei a delinear onde seriam as diminuições do decote e até as da manga raglã, que iniciariam em poucas carreiras. Pude ver como eu trabalharia toda a pala. Foi bom investir tempo nesse gráfico porque me deu confiança e me mostrou que as tranças durariam um pouquinho mais se eu iniciasse o decote na carreira anterior à que eu estava.

mangas e pala

Os pontos das mangas foram montados num sábado, dia do jogo do Brasil contra Chile.

Muita gente no Ravelry reclamou que as mangas ficavam muito justas. Por precaução eu montei quatro pontos a mais. Teci metade da manga recusando-me a admitir que ela ainda estava muito justa. Finalmente desmanchei e montei oito pontos a mais que a quantidade pedida na receita.

Com a possibilidade de passar sete horas de viagem no banco do passageiro, preparei minha bolsa de tricô. Levei a manga iniciada, o corpo do casaco, tesoura, um novelo a mais, marcadores de pontos, agulha de tapeçaria e restinhos de fios. Até o gráfico com as diminuições do decote eu levei.

blog tricô em prosa - cardigã do vovô - Cardigã Gramps

Minha intenção era retornar da viagem de quatro dias com as mangas tecidas e unidas ao corpo do cardigã. A realidade foi bem diferente: durante a ida eu terminei a primeira manga e durante o retorno concluí a segunda.

De volta à casa, uni as mangas ao corpo e finalizei a pala em poucos dias. Aos poucos, os pontos diminuídos do decote V e das mangas raglã consumiam as tranças da pala, como era de se esperar. A aparência da pala ficou bem natural.

a tira de abotoamento e a gola

Os pontos da tira de abotoamento são levantados ao longo da frente direita do casaco, continua nos pontos “vivos” (não foram arrematados) da gola e são seguidos de pontos levantados na frente esquerda do casaco. Um total de 202 pontos levantados, que devemos tricotar aberto, virando o trabalho ao chegar no fim da carreira.

A forma arredondada da gola é obtida com carreiras encurtadas. Para trabalhar essas carreiras encurtadas eu usei essa técnica que foi compartilhada pela generosa Beatriz Medina no grupo de discussão de tricô que participo. É uma técnica espetacular: além de muito fácil, o acabamento é tão perfeito que não tem como ver onde a peça foi virada.

Eu fiz quatro casas para os botões trabalhadas numa única carreira (one row buttonhole.

não! um erro grotesco

Enquanto arrematava a gola usando o arremate surpreendentemente elástico da Jeny, pensava que seria legal escrever um passo-a-passo sobre esse arremate.

Foi nessa hora que vi um erro absurdo na parte final da pala. Eu mal acreditava nos meus olhos. Por alguma razão eu não mantive o padrão de intercalar tranças à direita com tranças à esquerda, justamente o que dá o efeito entrelaçado. Simplesmente trabalhei todas as tranças à esquerda.

blog tricô em prosa - cardigã do vovô - Cardigã Gramps

Pausa para desmanchar toda a gola e depois desmanchar toda a pala. Retornei ao ponto onde as mangas são unidas ao corpo. Decidi aproveitar para fazer duas alterações.

Primeira alteração: no quadrado da fotografia abaixo vemos uma coluna de quatro pontos meia que divide a manga raglã da pala. Vou alterar para que fique com três pontos.

blog tricô em prosa - cardigã do vovô - Cardigã Gramps

Segunda alteração: a tira de abotoamento é trabalhada em barra 2×2, iniciando e terminando com 2m. Na fotografia abaixo vemos que os primeiros 2m mais parecem 1m porque o primeiro ponto se curva para dentro. Vou iniciar e terminar com 3m, mas vou manter a barra 2×2 no restante do trabalho.

blog tricô em prosa - cardigã do vovô - Cardigã Gramps

Uma semana mais tarde, eu tinha refeito tudo!

A pala exibia as tranças nas direções certas e era separada da manga por uma coluna de três pontos. A tira de abotoamento iniciada e finalizada com 3m realmente ficou com um visual mais coerente com o restante.

blog tricô em prosa - cardigã do vovô - Cardigã Gramps

acabamento

Transferi os doze pontos da cava do braço e da manga para agulhas de pontas duplas e arrematei usando o arremate de três agulhas. Ficaram buracos enormes em cada extremidade do arremate. Desmanchei o arremate, levantei mais alguns pontos nas extremidades de cada agulha usando laçada torcida. Talvez os doze pontos iniciais de cada agulha tenham virado quatorze ou quinze. Funcionou muito bem. Ainda assim tive de fechar buraquinhos minúsculos que restaram quando fui embutir as pontas.

Escolhi botões de madeira para combinar com o casaco.

blog tricô em prosa - cardigã do vovô - Cardigã Gramps

Quando montei os pontos desse casaquinho, achei que terminaria em duas semanas. A triste verdade é que não tenho tanto tempo para tricotar. No meio da semana, só tricoto algumas noites. Nos fins-de-semana tenho mais tempo, mas nem sempre. E olha que eu tricotei esse casaquinho em todas as oportunidades que tive: levei na bolsa, levei ao clube para tricotar depois da academia, levei na viagem. Mesmo assim demorou um mês e meio para terminá-lo.

Achei uma delícia fazer essa peça. É uma receita muito bonita, nem um pouco monótona e com certeza vou tricotá-la novamente. A receita é paga, mas nem tudo é explicado. Temos de ponderar, pensar bastante no que deve ser feito. Acredito que essa receita seja mais indicada para uma tricoteira com mais experiência.

Meu marido acha que é o casaquinho mais bonito que já tricotei até hoje.
Eu acho que ele tem razão!

Receita: Cardigan Gramps de Kate Oates (pode ser comprada também no Ravelry)
Fio: Cisne Cetim – cor 04026
Composição: 70% acrílico, 30% lã
Agulhas: circulares de numeração 3,50mm e 4,00mm

Veja esse projeto no Ravelry

morango para aquecer

Esse é meu presente para a Ana Laura, uma bebezinha que logo logo vai descobrir nasceu na família mais amorosa que poderia existir.

Esse casaquinho faz conjunto com os sapatinhos de morango que terminei semana passada. Casaco e sapatinhos foram tricotados simultaneamente. Quando os sapatinhos entraram naquela fase dos adornos (flor e sementes) e tantos acabamentos, montei os pontos do casaco e levei na bolsa para tricotar em qualquer lugar.

blog tricô em prosa - Casaco Helena com receita traduzida para o português

É a segunda vez que eu tricoto essa receita e mais uma vez foi uma imensa alegria. É uma receita deliciosa de seguir.

Escolhi o tamanho três meses, mas acho que servirá a partir dos seis meses até um ano de idade.

Inicialmente eu queria tricotar o casaco todo em vermelho. O fio verde seria usado apenas para nas extremidades do casaco, ou seja, nas bainhas em picot das mangas e do corpo além da barra frontal e gola.

blog tricô em prosa - Casaco Helena com receita traduzida para o português

Mas o fio vermelho acabou na segunda repetição dos pontos rendados da saia, e eu nem tinha tecido as mangas. Como esse fio saiu de linha alguns anos atrás, estava cogitando desmanchar tudo, comprar outro fio e recomeçar. Então meu marido me deu a ideia de tecer a saia em verde.

Adorei o resultado!

blog tricô em prosa - Casaco Helena com receita traduzida para o português

A única modificação que fiz foi nas amarras, que trabalhei em i-cord e acrescentei uma pequena folha nas pontas, idêntica àquela que fiz nas amarras do sapatinho.

Bem, eu escrevi para a designer e ela prontamente permitiu que eu publicasse a tradução para o português de sua receita adorável.

Espero que a Ana Laura se sinta aquecida e confortável com esse conjuntinho tecido especialmente para ela.

Receita: Helena de Alison Green
Obs: A designer autorizou a tradução da receita
Fio: Pingoin Noblesse nas cores 353 (cereja) e 1642 (seiva)
Composição: 70% acrílico, 30% lã
Agulhas: circulares de numeração 3,50mm e 1 metro de comprimento

Veja esse casaco no Ravelry